Situada em ponto estratégico da Beira Alta, Vila Franca das Naves é uma terra hospitaleira, com indústria, comércio, serviços, restauração, escolas e actividades agrícolas... Elevada a Vila em 9 de Dezembro de 2004, com cerca de 1400 habitantes, é um ponto de visita obrigatório na região. Venha conhecer a nossa terra!
domingo, fevereiro 24, 2008
Carnaval 2008 - Fotos (IV)
Carnaval 2008 - Fotos (III)
Carnaval 2008 - Fotos (II)
Carnaval 2008 - Fotos
O Carnaval de 2008 em Vila Franca das Naves
Os nossos parabéns aos organizadores, aos participantes e aos visitantes, que contribuiram para um Carnaval memorável...
NOTA: Para verem as fotos com maior qualidade basta clicarem nestas, que assim aparecem com maior tamanho.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Poesia

Noite
Silenciosa, a noite, impôs os seus ditames:
pintou o horizonte a pastel, primeiro a fogo
depois a azul, púrpura e negro.
Mandou calar as cotovias e melros
e semeou de estrelas o Céu.
Assustou as crianças e arrefeceu as casas com a sua sombra.
E depois, dona de meio Mundo, adormeceu em paz.
Post de Pedro Luna in Blog Geopedrados
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Eclipse visível na nossa terra - 21.02.2008

O ECLIPSE EM TEMPOS
Início da fase penumbral: 00:36 horas
Início da fase parcial: 01:43 horas
Início do eclipse total: 03:01 horas
Máximo do eclipse: 03:26 horas
Fim do eclipse total: 03:50 horas
Fim da fase parcial: 05:08 horas
Fim da fase Penumbral: 06:15 horas
NOTA: Mais informação sobre eclipses AQUI.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
El-Rei D. Carlos e Príncipe D. Luís - 100 anos...

D. Carlos tinha estado, 25 anos antes, na nossa terra, na qualidade de herdeiro do trono (Duque de Bragança e Príncipe das Beiras) na inauguração da Linha da Beira Alta (e que nós recordámos aqui em Agosto de 2007).
Cem anos após a ignomínia, a dor ainda perdura no coração de muitos portugueses! Recordemos a data apenas com um poema:
HOMENS
“Somos apenas pó e trevas”.
Horácio
À superfície deste corpo vegetamos
e escrevemos da nossa mágoa
litros de lágrimas de sangue
com penas leves de sombra
temas sólidos que nos aprofundam
os olhos incolores
o sabor impuro
que nos desce à boca
é o rasto
do pensamento
mas somos reis a rasgar as vestes
se a Mensagem que acolhemos nos sitia
entre muralhas de silêncio
e os cardos do nosso orgulho
sufocam a boa semente
que nos lança Deus ao coração.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Carnaval 2008 em Vila Franca das Naves - Cartaz
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Concerto de Ano Novo
terça-feira, janeiro 01, 2008
Embora hoje seja terça-feira...

PERENIDADE
Se eu não fosse poeta,
O dia de hoje seria apenas
Segunda feira.
Igual a tantos outros,
De trabalho, de pressa e de canseira
E apagado nas horas.
Assim foi singular.
Ocioso,
Moroso
E repousado,
E teve
A duração num verso demorado.
Dez sílabas que agora
O amanhecem
E anoitecem
No meu ouvido,
Depois de acontecido.
in Diário XV, Miguel Torga, 06-01-1989
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Para entrar no Ano Novo como deve ser

ESPERANÇA
O poema quer nascer das trevas.
Está nas palavras, e não as sei.
É como um filho que não tem caminho
No ventre da mãe.
Dói,
Dói,
Mas a negar-me teimosamente
A todos os acenos libertadores
Do desespero dilacerado.
No silêncio cansado
E paciente
Canta um galo vidente.
E diz que cada dia
Que anuncia
É sempre um dia novo
De renovo
E poesia.
Coimbra, 31 de Dezembro de 1989
in Poesia Completa II - Miguel Torga
terça-feira, dezembro 25, 2007
Presépio em 2007

1. O Presépio não deve ter Vaca, a menos que esta tenha atestado de sanidade veterinária a comprovar que não está louca... Esta não pode ser substituída por outros animais, nomeadamente aves (por causa da gripe das aves) ou porcos (por causa do recente surto de doença vesicular).
2. A presença de Reis Magos não é aconselhável, visto que, do ponto de vista racial, é pouco representativa da variedade humana (só é aceitável se tiver um europeu mediterrânico, um europeu de leste, um europeu germânico, um africano, um bosquímane, um árabe, um aborígene australiano, um índio da América do Sul, um índio da América do Norte, um inuit, um tailandês, um indiano, e um chinês).
3. Na remota possibilidade de terem todos estes Reis Magos no Presépio, há ainda o problema da montada: este ano não há Camelos, visto estarem quase todos a protestar na margem sul do Tejo - os três que restavam são actualmente ministros e não tiveram direito a férias...
4. O Presépio não deve ter Burro, visto este ter ficado na Escola a dar aulas de substituição, a preparar as próximas aulas de recuperação e a tentar ler os 593 textos que o Ministério tentou publicar na paragem de aulas do Natal.
5. A presença de Maria e José não é aceitável, porque estes têm de ir à Escola para avaliar o Burro - eles queriam era avaliar a Ministra da Educação ou os respectivos Secretários de Estado desse Ministério, mas estes não são avaliáveis...
6. É ainda totalmente proibido fazer o Presépio em Estábulos e Grutas, pois a ASAE está a verificar que estes não estão em conformidade com as normas europeias e quem o fizer sofre coima elevadíssima. Os outros locais só serão licenciáveis se tiverem casa de banho anexa, locais refrigerados para guardar alimentos, palha certificada e licença de habitabilidade passada pela respectiva Câmara Municipal.
7. Não se recomenda o nascimento de Jesus em Maternidades pequenas do interior porque estas têm uma elevada taxa de cesarianas, que como se sabe é má para a saúde materno-infantil (e há ainda o problema de ser uma cesariana, derivada da palavra César, o Imperador romano, o que não é aceitável para uma família judaica...). Em dúvida fazer mesmo o parto numa belíssima ambulância, que agora têm um kit de partos que é melhor que a maioria das maternidades portuguesas.
8. O Presépio ficou proibido de ter Menino Jesus, pois foi considerado pelo Tribunal de Menores um descarado aproveitamento de uma criança, além de que a Relação de Coimbra ordenou a entrega do menor ao Pai biológico antes do Natal (embora ainda haja dúvidas sobre a paternidade, pois a audição ao Arcanjo Gabriel foi inconclusiva e o teste de ADN ainda não voltou do Reino Unido).
9. É proibida a utilização no Presépio de objectos de barro, a menos que a argila e tintas sejam previamente certificadas pelo IPQ, bem como a empresa que as produziu.
10. A utilização do Pinheiro de Natal só será autorizada desde os mesmos sejam abatidos em local autorizado pelo Ministério da Agricultura e seja paga a taxa de reciclagem dos mesmos à Sociedade Ponto Verde. A utilização de luzes de Natal só será permitida se estas tiverem avaliação do índice de consumo energético feito pela IGAE (classes A ou B) e estiverem a ser usadas com energia eléctrica proveniente de fontes eólicas, geotérmicas ou das ondas.
11. Dado que não há acordo entre os astrónomos acerca do que seria a Estrela de Natal (uma Nova, uma Supernova, um Cometa ou a Conjunção de Júpiter com Saturno) esta deverá ser removida do Presépio, até novas ordens.
12. Não deve haver pastorinhos menores ou idosos no Presépio, visto que as crianças não devem ser exploradas e os idosos têm direitos...
13 O Presépio não deve ter objectos ou representações de coisas que ofendam outras opiniões, crenças ou religiões (é proibido ter imagens de seres vivos, por causas dos muçulmanos, imagens de anjos, por causa das religiões animistas, musgo ou palha, por causa dos ecologistas, ou ainda representações de templos, por causa de todas as religiões).
Se cumprir com todos estes aspectos poderá ainda fazer o Presépio, se pedir autorização à Comissão da Liberdade Religiosa, dirigida ao Dr. Mário Soares, com 3 meses de antecedência. E nem pensem em Pai Natal, porque este ano ele não vem, pois a Força Área teve de o abater por excesso de velocidade e por não ter respondido à Torre de Controle de Tráfego Aéreo...
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Boas Festas...
quarta-feira, dezembro 19, 2007
35 anos depois - última missão tripulada à Lua - IV
Harrison "Jack" Schmitt (Santa Rita, Novo México, EUA – 3 de Julho de 1935) é geólogo, Astronauta, ex-Senador dos Estados Unidos e foi o 12º e último homem a pisar na superfície da Lua, como membro da missão Apollo 17, a última a pousar no satélite em Dezembro de 1972.
Antes de se juntar à NASA, como membro de primeira equipe de astronautas-cientistas da agência espacial em 1965, “Jack” Schmitt trabalhou no Centro de Astrogeologia dos Estados Unidos, onde realizou diversas experiências e desenvolveu técnicas de geologia de campo que viriam a ser utilizadas pelas tripulações das missões Apollo. Após sua admissão, Schmitt exerceu um papel chave no treinamento dos astronautas da Apollo para ajudá-los a ser bons observadores geológicos quando estivessem na órbita lunar e competentes geólogos de campo na superfície do satélite. Após o fim de cada missão, ele participava dos exames e avaliações do material recolhido e ajudava as equipes nos aspectos científicos de suas missões.
Como ele era o único geólogo profissional no grupo de astronautas, e havia-se graduado na pilotagem dos módulos de comando e lunar, não foi surpresa quando foi escolhido para se tornar tripulante da última das missões lunares, a Apollo 17, onde exerceu um trabalho fundamental no exame e recolha de materiais rochosos da região lunar de Taurus-Littrow, em companhia do comandante da missão, Eugene Cernan. Na volta para a Terra, Schmitt tirou uma das mais famosas e divulgadas fotografias da terra vista do espaço, A Bola Azul, mostrando integralmente todo o planeta azul e esférico brilhando no espaço.
Em Agosto de 1975, Harrison Schmitt deixou a NASA para concorrer ao Senado americano pelo Partido Republicano e foi eleito Senador pelo estado do Novo México, seu estado natal. Derrotado nas eleições para um segundo mandato, passou a trabalhar como consultor em Geologia, Espaço e políticas públicas.
Ainda hoje ele continua advogando o retorno a Lua, para que se possa utilizar o satélite como fonte de Hélio-3, um tipo de isótopo radioativo de hélio abundante na Lua, combustível fundamental para o desenvolvimento de reatores nucleares a serem usados como propulsores de motores de naves espaciais, capaz de atingir velocidades muito maiores que as actuais, possibilitando a exploração espacial dos satélites e planetas mais distantes do nosso sistema solar.
Eugene Andrew Cernan (Chicago, 14 de Março de 1934) é um ex-astronauta norte-americano, filho de mãe checa e pai eslovaco, que esteve no espaço por três vezes, na última delas como comandante da Apollo 17, a última das missões Apollo a pousar na Lua.
Cernan foi o 11º astronauta a pisar em solo lunar e seu co-piloto Harrison Schmitt o 12º e último, de todos os astronautas que exploraram o satélite, já que, como comandante, ele era o primeiro a descer da nave. Entretanto, Cernan exibe até hoje o título – que inclusive é o nome do livro com as memórias de suas viagens espaciais – de “O Último Homem na Lua” - já que, também por ser o comandante, foi o último a re-entrar no Módulo Lunar para a viagem de volta, sendo suas as últimas pegadas feitas na superfície da Lua trinta e cinco anos atrás.
Astronauta dos programas Gemini e Apollo, Eugene Cernan viajou para a Lua em duas ocasiões diferentes, a primeira apenas sobrevoando o satélite na Apollo 10 e a segunda comandando a Apollo 17 e pousando na região de Taurus-Littrow. Nesta missão, ele e Harrison Schmitt, seu parceiro de viagem, passaram três períodos em actividades extra-veiculares na superfície, cobrindo um total de 22 horas fora do Módulo Lunar Falcon, em comparação com as duas horas dos pioneiros Neil Armstrong e Edwin Aldrin três anos antes. Também quebraram os recordes de quantidade de material geológico trazido de volta e dirigiram mais de 35 km o jipe lunar pela superfície de Taurus- Littrow.
Quando Eugene Cernan se preparava para subir a escada do módulo Falcon de volta para a Terra, ele disse as palavras que se tornaram as últimas de um ser humano na face da Lua: “No momento em que deixamos a Lua e Taurus-Littrow, partimos como chegámos, e se for a vontade de Deus voltaremos com paz e esperança para toda a Humanidade. Quando dou estes últimos passos para fora da superfície lunar, gostaria de lembrar que o desafio da América de hoje, forjou o destino do homem do amanhã. Deus abençoe a tripulação da Apollo 17”.
Ronald Ellwin Evans Jr. (St. Francis, 10 de Novembro de 1933 — Scottsdale, 7 de Abril de 1990) foi um astronauta dos Estados Unidos e tripulante da missão Apollo 17, a última a pousar na Lua, em Dezembro de 1972.
"Ron" Evans fez seus estudos secundários e universitários em instituições de seu estado natal do Kansas e em 1957 completou seu o treino posterior como piloto naval de combate. Foi nesta função, enquanto servia a bordo do porta-aviões USS Ticonderoga durante a Guerra do Vietnam, que ele recebeu a notícia de sua selecção para o treino de astronauta da NASA, no qual havia se inscrito.
Evans entrou para a NASA no grupo de dezanove astronautas seleccionados em Abril de 1966 e após o período de treino serviu como membro das equipes de apoio das missões Apollo 7 e Apollo 11 e comandante reserva da Apollo 14.
Seu vôo no espaço deu-se como piloto do Módulo de Comando Americano da missão Apollo 17, a última missão lunar, junto com os astronautas Eugene Cernan, comandante da missão e Harrison Schmitt, piloto do Módulo Lunar Falcon. Enquanto os dois últimos desciam na Lua, ele permaneceu em órbita realizando observações geológicas da superfície, tirando fotografias de alvos específicos no satélite. Na viagem da volta para a Terra, ‘Ron’ realizou actividades no espaço durante uma hora e seis minutos, saindo da Apollo para recolher câmeras e cassetes e fazer uma inspecção visual da área de carga da nave.
Após servir como piloto reserva da missão americano-soviética Apollo-Soyuz, que realizou o encontro em órbita entre naves espaciais dos dois países, em 1975, e de participar do programa de desenvolvimento do vai-vem espacial, Ronald Evans retirou-se da NASA em Março de 1977 e tornou-se um executivo da indústria de carvão.
Condecorado várias vezes pela NASA e pela Marinha dos Estados Unidos, ele morreu de ataque cardíaco em Abril de 1990 na cidade de Scottsdale, estado do Arizona, deixando mulher e dois filhos.
John Fitzgerald Kennedy (Brookline, Massachusetts, 29 de Maio de 1917 — Dallas, 22 de Novembro, 1963) foi um político americano e o 35° presidente de seu país (1961–1963).
Sua família era de ascendência irlandesa e tradicionalmente católica. Kennedy era filho de Joseph P. Kennedy, embaixador dos Estados Unidos no Reino Unido no fim dos anos 30. Formou-se em Relações Internacionais na Universidade de Harvard em 1940. Serviu na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, sendo ferido em Guadalcanal em 1943. Condecorado por bravura, afastou-se do serviço militar por problemas na coluna vertebral. Ainda quando jovem, participou do Movimento Escuteiro.
Desafio da conquista da Lua
Kennedy foi o presidente dos Estados Unidos que lançou o desafio de chegar a Lua em uma década, que resultou no Projeto Apollo. No famoso discurso em 1961 Kennedy lançou o desafio de "enviar homens a Lua e trazê-los de volta a salvo".
"I believe this nation should commit itself to archieving the goal, before this decade is out, of landing the man on the moon and returning safely to Earth."
"Eu acredito que a nação deva se comprometer para alcançar o objetivo, antes do fim da década, de aterrissar o homem na lua e fazê-lo voltar em segurança para a Terra."
Em outro discurso na Universidade Rice suas palavras foram: We choose to go to the moon. We choose to go to the moon in this decade and do the other things, not because they are easy, but because they are hard ("Nós decidimos ir a Lua. Nós decidimos ir a Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque elas são fáceis, mas porque elas são difíceis").
O abandono a que deixam as nossas terras
Ordem dos Médicos receia "casos fatais" com novos helicópteros de emergência
18.12.2007 - 16h38 Lusa
A Ordem dos Médicos alertou hoje para a possível ocorrência de "casos fatais" caso sejam colocados em funcionamento helicópteros de emergência sem a presença de um clínico a bordo, como estará previsto pelo Ministério da Saúde.
"Irá inexoravelmente assistir-se a casos fatais", estimou o bastonário em exercício da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, sublinhando que não se podem transportar doentes graves sem acompanhamento médico.
Em causa estão os helicópteros de suporte imediato de vida (SIV) para a região interior do país, cuja equipa será constituída por um técnico de emergência e por um enfermeiro. "É um acto criminoso do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] e do ministro da Saúde", considerou o responsável.
Em conferência de imprensa, a Ordem dos Médicos criticou ainda as viaturas de suporte imediato de vida, que terão um tripulante de ambulância e um enfermeiro, considerando que estes elementos "não têm condições para substituir o trabalho médico". "É totalmente enganadora a afirmação de que populações que deixam de ter médico disponível estão salvaguardas por uma destas viaturas", afirmam os responsáveis da Ordem.
Depois desta análise, José Manuel Silva avisou os médicos que assumam responsabilidades telefónicas em situações de emergência nos actos praticados pelas viaturas SIV de que o farão "exclusivamente por sua conta e risco e contra o parecer técnico da Ordem dos Médicos".
O bastonário em exercício estranha ainda que o INEM não tenha ainda apresentado os protocolos previstos para serem usados nas viaturas SIV, apesar de a Ordem os ter solicitado.
Esta conferência de imprensa da Ordem dos Médicos acontece a menos de um mês da segunda volta das eleições para a estrutura que representa os clínicos. Na primeira volta, o candidato Miguel Leão ficou à frente do bastonário Pedro Nunes, que por isso decidiu suspender o seu cargo.
in Público - ver notícia
sexta-feira, dezembro 14, 2007
35 anos depois - última missão tripulada à Lua - III

terça-feira, dezembro 11, 2007
35 anos depois - última missão tripulada à Lua - II
Rover lunar da missão apollo XVII
Harrison H. Schmitt
Eugene A. Cernan
Mais informações AQUI.
PS - post conjunto do AstroLeiria e deste Blog.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
35 anos depois - última missão tripulada à Lua - I
Recordemos que faz hoje 35 anos que partiu a última missão tripulada do Projecto Apollo. Foi a única a levar um cientista (o geólogo Harrison “Jack” Schmitt) até à superfície lunar...- TRIPULAÇÃO:
- Eugene Cernan – Comandante
- Harrison Schmitt – Piloto do Módulo Lunar
- Ronald Evans – Piloto do Módulo de Comando
- Missão: 6º Pouso na Lua
- Lançamento: 7 de Dezembro de 1972
- Pouso Lunar: 11 de Dezembro de 1972
- Local de Pouso: Taurus-Littrow
- Retorno à Terra: 19 de Dezembro de 1972
- Módulo de Comando: America
- Módulo Lunar: Challenger
quarta-feira, dezembro 05, 2007
35 anos desde a última ida à Lua
Este Blog, em conjunto com o AstroLeiria (e outros Blogues que venham a aderir...) irá recordar o momento em que, pela última vez, um homem pisou a Lua, vai fazer em 14 de Dezembro 35 anos.Para já ficam as seguintes sugestões de sites para visita:
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Os mitos de Fausto
O compositor e cantor português, Fausto, lançou nesta quadra um disco duplo, recolhendo gravações antigas, em modo de “o melhor de”, relativo às suas canções de amor, dispersas e misturadas em diversos discos, desde a década de setenta.
Se as canções de amor de Fausto merecem reedição, também as de ódio merecem outra leitura, à luz dos mitos e lêndeas do Portugal moderno.
Uma das composições de amor, Rosalinda, de 1977, merece figurar em qualquer compêndio de música popular portuguesa. Nessa, como noutras, Fausto mistura o amor poético, com o ódio revolucionário derivado da luta de classes e que acalenta em várias das suas composições, contra a “burguesia”, audível desde o ano de publicação do seu primeiro álbum, em 1970.
Em 1974, nos alvores do PREC, Fausto, extremava-se naturalmente à esquerda, associado aos cantores de intervenção, como José Afonso, José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira ou Vitorino, colaboradores num segundo disco a que chamou P´ró que der e vier e com letras tão idiossincráticas como Venha cá, Sr. Burguês ou Marcolino ou Daqui desta Lisboa, num poema de Alexandre O´Neill, com a participação vocal de José Afonso.
No disco seguinte, Um beco com saída, de 1975, continuava a saga musical empenhada na intervenção social, em tempo de revolução acelerada e próxima das sonoridades GAC - Vozes na Luta, onde nem faltava o apelo à presença dos camponeses com forquilhas, foices e enxadas, para a Revolução Popular, em toada de chulas e viras.
O longo dos anos, Fausto não mudou muito, musicalmente. Sempre num registo de excelência, o quarto disco, Madrugada dos Trapeiros, de 1978, excede a escala do compositor, naquele que provavelmente será o seu disco mais homogéneo e aperfeiçoado e é esse que contém a obra prima, Rosalinda, acompanhada da Mariana das sete saias e em que se canta que Uns vão bem e outros mal.
Se a obra musical de Fausto ficasse por esses quatro discos, já havia lugar cativo para o compositor, no panteão da nossa música popular. Mas depois disso, houve ainda outros e bons de que aqui não se cuida , agora, falar.
Entre esses quatro, porém, o primeiro dos LP´s, intitulado simplesmente Fausto, de 1970, está esgotado há muitos anos. Foi ouvido por muito poucas pessoas e contém músicas de luxo, como a canção Ó Pastor que Choras, editada antes em single. Conforme se informa neste local selecto, (de onde se retiraram as fotos) parece quem nem sequer existem as bobines originais, que pertenceriam à Philips. Uma perda, para a nossa cultura popular, portanto.
sábado, dezembro 01, 2007
Hoje é uma data muito especial para a nossa terra...!
sexta-feira, novembro 30, 2007
Cantando e Rindo, a cantiga é uma arma
Em 1974, Uma Gaivota voava, voava, num mar de rosas encarnadas e cravos de ocasião, pela voz esquecida de uma Ermelinda Duarte.
Nesse mesmo ano, a explosão de música popular dos cantores de intervenção, avassalou todas as ondas de rádio disponíveis e fixou músicas que se tornaram standards.
José Afonso, cantava a toda a hora, não só a Grândola Vila Morena, como as músicas antigas dos álbuns dos anos setenta, com destaque para o Venham mais cinco e a Formiga no Carreiro. José Mário Branco entoava a Ronda do soldadinho que não se pudera ouvir anteriormente e contava a história de uma mãe e dos seus dois filhos.
A par de José Afonso, José Mário Branco, Fausto, Sérgio Godinho, José Jorge Letria, Luís Cília, GAC-Vozes na Luta, Francisco Fanhais, outros apareceram na onda de Manuel Freire e do sonho que comandava a vida desde o final dos anos sessenta.
Em 1970, os nomes sonantes no panorama musical de qualidade mínima, já são os mesmos de sempre: Manuel Freire a cantar Gedeão, os discos Movieplay a editar Nuno Filipe a trinar a Cantiga da Manhã e José Afonso com a canção de embalar. Com a chegada do Tempo Zip, na sequência do programa televisivo, aparecem Nuno Martins, Fernando Lopes, Joaquim Letria, Thilo Krassman, Urbano Tavares Rodrigues, para além do trio de fundadores e apresentadores do programa, Carlos Cruz, Raul Solnado e Fialho Gouveia.


Nesse tempo de zips, a toada geral da música portuguesa, soava à esquerda, mesmo nos festivais nacionais da canção, durante alguns anos menosprezados pelos promotores dos baladeiros e autores das letras das suas canções. Um deles, apresentador de rádio, João Paulo Guerra, definiu essas canções festivaleiras, protagonizadas nos anos sessenta por nomes como António Calvário, António Mourão, Madalena Iglésias, mesmo Paco Bandeira, como “nacional-cançonetismo”.
Seja como for, no início dos anos setenta, logo em 1971, as principais canções colocadas nos primeiros lugares, deviam tudo a autores de esquerda. José Carlos Ary dos Santos, comunista, era autor de várias letras, como o Cavalo à solta, cantado por Fernando Tordo que cantou depois a Tourada.
Foi nessa altura que ocorreu em Portugal o acontecimento da década, em matéria musical: o festival de Vilar de Mouros, em Julho-Agosto de 1971, no qual estiveram presentes Elton John e Manfred Mann e pelas cores nacionais uma série de grupos rock, de imitação da batida lá de fora, como os Psico, Sindicato, Pentágono com Paulo de Carvalho, Quarteto 1111, de José Cid, Objectivo, Pop Five music incorporated ( estes títulos!) e outros, como os Celos de Barcelos que levaram uma assobiadela monumental.
Ary dos Santos, fazia letras para músicas de Nuno Nazareth Fernandes e músicos como Pedro Osório e depois José Niza, durante anos a fio, concorreram ao Festival da Canção. Em 1970, Paulo de Carvalho, com Corre Nina; Fernando Tordo, com Escrevo às cidades; o Quarteto Intróito, com Verdes Trigais e Hugo Maia de Loureiro,com Canção de Madrugar, disputaram o primeiro lugar a um desconhecido Sérgio Borges, com Onde vais rio que eu canto que ganhou na votação popular dos representantes dos distritos nacionais. No ano seguinte, a vencedora Menina, interpretada por Tonicha, teve a concorrer, Paulo de Carvalho e Flor sem tempo ( a minha preferida ), Fernando Tordo e Cavalo à solta, (uma das preferidas); Hugo Maia de Loureiro e Crónica de um dia ( uma belíssima canção) e ainda a verdíssima Daphne e Verde Pino e Intróito dos Verdes Trigais e um EFE 5 com Rosa Roseira. Diga-se que na época, a vencedora Tonicha e a sua Menina, foram assimiladas pela bem-pensadoria da Esquerda, um perfeito exemplo do nacional-cançonetismo e disseram-no livremente, ao Mundo da Canção da época. A crítica das canções concorrentes, feita no Mundo da Canção, é exemplar do espírito do tempo. Sobre a canção de Paulo de Carvalho, Flor sem tempo, escrevia o crítico Fernando Cordeiro:"claro que havia Paulo de Carvalho e toda a gigantesca máquina publicitária levantada pela Movieplay e que chegaram resolutamente a ser apontados de possíveis vencedores. (...)Mas a promoção foi demasiado gritada, quase agressiva, primitiva, em suma. E a própria canção não ajudou muito. Musicalmente incipiente (estrutura harmónica monolítica, que é como quem diz limitada, pobre, mesmo em variedade e variações; de líricas." Resta dizer que a canção vencedora, Menina, era editada pelas produções Zip Zip, outra das majors da época
A par desses nomes que se repetiram durante anos a fio, pouca gente ouvia falar e muito menos ouvia a música da Filarmónica Fraude e depois, no final de 1973, da Banda do Casaco. Como não se deu importância mediática à música de Luís Rego que no início dos setenta, gravou em França um single fora de série, com a canção Amor Novo. Ou ainda a um espantoso LP de José Almada de 1970, com músicas e líricas fora de tempo e que ainda hoje se pode ouvir como uma pequena maravilha de composição, a par dos melhores discos de sempre, da música popular portuguesa.
E fora dos circuitos de bem-pensantes, e das referências na imprensa, havia o fado. E as canções de grupos como o Conjunto Maria Albertina, Duo Ouro Negro, o conjunto António Mafra do eram p´raí sete e pico e outros êxitos do género da Igreja toda iluminada, do Trio Odemira. Estes contavam para os espectáculos em “serões para trabalhadores”, da FNAT e em romarias populares, num tempo em que ainda nem havia cassetes, mas singles em 45 rtm, e que não se ouviam nos lugares dos progressistas da canção e da cançoneta. Marco Paulo viria depois, com os seus Dois amores e durou até aos anos oitenta ou um pouco mais.
Nessa altura porém, o panorama que o Sete apresentava ao público leitor, era outro, como se evidencia por esta imagem do jornal de 29.12.1982.

Em 26 de Fevereiro de 2000, o Diário de Noticias, pelas teclas dos especialistas do DNMais, elencava os 100 mais da música popular portuguesa. Os primeiros dez, são, por ordem decrescente:
José Afonso e Venham mais cinco, de 1973.
Amália Rodrigues e Com que voz, de 1970.
Carlos Paredes e Movimento perpétuo, de 1971
António Variações e Anjo da Guarda, de 1983.
Sérgio Godinho e Pano Cru, de 1978.
Rui Veloso e Ar de Rock, de 1980.
José Mário Branco e Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, de 1971.
Pedro Abrunhosa e Viagens, de 1994.
Fausto, Por este rio acima, de 1982.
Madredeus, O espírito da paz, de 1994.
Quem disser que a Esquerda está mal representada ou que se equilibram as ideias do espectro político no campo musical, não está a ver bem o panorama ou não escutou esta banda sonora.
Imagens: de Vilar de Mouros, do livro Vilar de Mouros de Fernando Zamith, edições Afrontamento, 2003; Mundo da Canção, números de 1971 e 72 e do jornal Sete.
segunda-feira, novembro 26, 2007
Fausto - 59 anos!

É pena é que não tenha ainda sido atribuído o seu nome a uma Rua na nossa terra (eu sei que se decidiu que só os mortos merecem ter nome na nossa toponímia, mas esta poderia ser uma boa excepção para a regra...). E se não querem que exista uma Rua Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias (ou, simplesmente, Rua Cantor Fausto) há sempre hipótese de o homenagearem criando uma rua com o nome da mãe, Alice Bordalo Martins, ilustre professora dos anos quarenta na nossa terra (mais exactamente na Estação, dando aulas por baixo da actual casa de habitação do Sr. António Tibúrcio Lopes) e que já aqui foi alvo de um post...
PARABÉNS FAUSTO!
domingo, novembro 25, 2007
António Rómulo Gedeão de Carvalho...
SCT 2007 - Tertúlia on-line XI
Era uma vez um Cientista com alma de Poeta.
Era um Senhor (muito sério) com uma vontade juvenil de escrever.
Era um Professor (um Mestre) que era trocista sem saber.
Era um Anarquista com regras e vontades...
Obrigado, Rómulo, por teres sido outro pai fundador,
agora do saber científico que não te merecia,
escritor de manuais escolares e livros científicos,
que o meu avó e o meu pai e eu (e um dia meu filho) leram.
Saciaste a nosso sede de saber e tudo fizeste para combater a ignorância.
Mas, acima de tudo, António, é a ti que estamos mais agradecidos.
A tua Poesia, clara e científica mas bela e que chegava ao coração,
fez mais por nós do que tu podias pensar.
A tua Poesia é bela como a Física (e a Química, e a Astronomia, e a Biologia...).
Escreveste como um Pintor renascentista pintaria este Mundo.
O teu sarcasmo tudo mostrava, singelo e único, sem artifícios.
E, sendo quem eras, soubeste partilhar connosco as tuas Letras.
Obrigado Rómulo.
Obrigado António...
NOTA: Poema inédito, de Pedro Luna, publicado originalmente no Blog Geopedrados em 24.11.2005.








