Situada em ponto estratégico da Beira Alta, Vila Franca das Naves é uma terra hospitaleira, com indústria, comércio, serviços, restauração, escolas e actividades agrícolas... Elevada a Vila em 9 de Dezembro de 2004, com cerca de 1400 habitantes, é um ponto de visita obrigatório na região. Venha conhecer a nossa terra!
segunda-feira, agosto 23, 2010
O Ministério da Anarquia - notícia do Público
terça-feira, agosto 10, 2010
A importância científica de São Lourenço, recordada no seu dia
O cargo de diácono era de grande responsabilidade, pois consistia no cuidado dos bens da Igreja e a distribuição de esmolas aos pobres. No ano 257 Valeriano decretou a perseguição dos cristãos e, ao ano seguinte, foi detido e decapitado o Papa Sisto II.
Segundo as tradições, quando o Papa São Sixto se dirigia ao local da execução, São Lourenço ia junto a ele e chorava. "Aonde vai sem o seu diácono, meu pai?", perguntava-lhe. O Pontífice respondeu: "Não penses que te abandono, meu filho, pois dentro de três dias me seguirás".
Após a execução do Papa, o imperador ameaçou a Igreja para entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. Passados três dias, São Lourenço levou as pessoas que foram auxiliadas pela Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador. Depois, exclamou a seguinte frase que lhe valeu a morte: "Estes são o património (riquezas) da Igreja". O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo, e ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha.
in Wikipédia
quinta-feira, agosto 05, 2010
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXXVII
quarta-feira, agosto 04, 2010
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXXVI
Como se continuam a destruir as escolas portuguesas
sexta-feira, julho 30, 2010
Os Mega Agrupamentos e o Ministério da Anarquia
quarta-feira, julho 28, 2010
Quando o Governo não cumpre a Lei - manual de instruções
terça-feira, julho 27, 2010
Para memória futura
segunda-feira, julho 19, 2010
As mentiras têm pernas curtas...
sábado, julho 10, 2010
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXXV
Educação
por António Amaral
(Presidente da FERSAP)
Primeiro foram as escolas com menos de 10 alunos. Fizeram-se obras em outras escolas para acolher as crianças deslocadas. Agora são as escolas com menos de 21 alunos que fecham. E, no futuro, serão fechadas as aldeias com menos de 10 habitantes, primeiro, no ano seguinte as com 21 e por aí fora. Fecha tudo. Faz lembrar o fecho de fábricas que foram transferidas para o estrangeiro, dito prosaicamente de deslocalização.
Desloca-se tudo, em prol da modernidade, ou seja, para hipoteticamente se poupar dinheiro ao Estado para se poder fazer, por exemplo, mais uma auto-estrada Lisboa – Porto.
Diz o patriota Sócrates que é tudo para a melhoria da qualidade da educação e combate ao insucesso escolar. Afirmou mesmo que seria “criminoso” não encerrar escolas com menos de 20 alunos (Público, de 6 de Junho de 2010). Já sobre a desertificação do interior e à total ausência de políticas para desenvolver o mundo rural e fixar as populações ao seu meio, nem uma palavra, quanto mais uma medida, isto num país que importa 80% do que consome.
As aldeias que perdem a escola perdem parte do seu valioso património e população. Os jovens casais vão morar para perto das escolas onde podem deixar os seus filhos, o pequeno comércio da terra perde clientes, definha e fecha. Ficam apenas os mais idosos, sós e isolados. É como se as aldeias fossem deslocalizadas para os grandes centros urbanos. Em muitas aldeias raianas os portugueses já vão a Espanha, quer para tomar um simples café, quer para abastecerem-se ou irem ao centro de saúde! Qualquer dia, porém, já não vão... porque a aldeia fechou. Acentuam-se as assimetrias entre o interior e o litoral, mas isso não é criminoso!
A par do fecho do país rural outro crime se está a cometer contra a escola pública com o dito reordenamento da rede – a absurda criação dos mega-agrupamentos, também conhecida pela “mega-hipocrisia”!
Recebi hoje de uma associação de pais de uma escola do concelho do Seixal um e-mail que transcrevo: “Não estou a ver… o nosso agrupamento tem 1800 crianças, juntar a uma secundária, estaremos a falar de cerca de 4000 crianças, o que é que estes meninos passarão a ser, números? Se já é difícil gerir 1800 como será com 4000? E o nosso trabalho no Conselho Geral foi para o boneco? O que é que a Sr.ª Ministra espera dos pais?”
Os pais estão apreensivos e com razão. Então há um ano elegemos um director, aprovamos um regulamento interno e um projecto educativo e todo este trabalho é atirado fora? Será que os burocratas do Governo sabem, ou imaginam sequer, o que são milhares de horas em horários pós-laborais dados (sem remuneração, saliente-se!) por membros da comunidade educativa nos conselhos gerais? Bastaria isto para classificar como total desrespeito a imposição dos mega-agrupamentos.
Mas a questão é muito mais grave. A retórica económica usada para impor estas super-estruturas esconde a intenção de entregar o ensino a grupos privados, tal como está a acontecer no sector da saúde com a entrega da gestão de hospitais e serviços públicos à gestão privada.
Entre outros malefícios dos mega-agrupamentos salientamos a mais que provável alteração do papel pedagógico do director para funções burocráticas da gestão do “monstro”, a qualidade do ensino vai ainda baixar mais e, também, a ligação e comunicação família/escola vai piorar, com consequências nefastas para o papel dos pais na educação.
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXXIV
A intenção anunciada pelo Governo de encerrar 500 escolas com menos de 21 alunos tem tido a oposição de populações Só os deputados do grupo parlamentar do Partido Socialista votaram contra os textos dos projectos de resolução apresentados por todos os partidos de oposição sobre o reordenamento da rede escolar do primeiro ciclo do ensino básico.
Aprovado em Conselho de Ministros o plano de reordenamento prevê o encerramento de escolas com menos de 21 alunos e o subsequente reagrupamento de estabelecimentos de ensino.
O Ministério da Educação anunciou, no início de Junho, a intenção de encerrar cerca de 500 escolas do 1.º Ciclo com menos de 21 alunos e de fundir unidades de gestão.
Comunistas defendem "suspensão imediata"
Os comunistas defendem na sua proposta de resolução a "suspensão de imediato da aplicação da resolução do Conselho de Ministros" ao mesmo tempo que aconselha o executivo que "faça reverter as implicações que teve em todos os agrupamentos afectados e escolas não agrupadas afectadas".
Os comunistas defendem ainda a criação de uma Carta Educativa Nacional "que plasme uma estratégia de gestão da rede escolar" e que resulte do trabalho conjunto entre o Estado representado pelo Ministério da Educação, as autarquias envolvidas, as comunidades educativas, a gestão escolar, pais e encarregados de educação.
PSD recomenda concertação com escolas
O Partido Social-Democrata também apresentou um projecto de resolução que obteve o mesmo sucesso da comunista ao ser aprovado pelos votos conjugados da oposição ao Governo socialista.
Os social-democratas não perfilham a suspensão imediata como é pedida pelos comunistas mas recomendam ao Governo que "qualquer iniciativa de associação entre escolas ou agrupamentos de escolas deve fundamentar-se numa prévia consulta aos respectivos Conselhos Gerais" e que as Comissões Administrativas Provisórias dos Agrupamentos de Escolas "sejam nomeadas após consulta aos Conselhos Gerais das Escolas ou Agrupamentos de Escolas objecto de extinção ou fusão".
A partilha de serviços técnicos e pedagógicos entre agrupamentos de escola e escolas não agrupadas é aconselhável e como tal deverá ser, na opinião dos social-democratas estimulada pelo governo.
Populares critérios para o reordenamento
O CDS sugere ao Executivo que cada direcção regional faça "levantamento das escolas a encerrar, número de alunos a transferir, percentagem do aproveitamento escolar e escolas de destino".
O reordenamento da rede escolar deve obedecer, de acordo com os populares, a alguns critérios que os centristas apontam no seu projecto aprovado no Parlamento esta sexta-feira por toda a oposição. Número de alunos, existência de transporte escolar, resultado da avaliação da escola elaborada pela Inspecção-Geral da Educação, concertação com as autarquias, são alguns dos critérios apontados pelo partido mais à direita no espectro político da Assembleia da República.
BE recomenda limites aos reagrupamento
No outro extremo oposto desse leque, o Bloco de Esquerda também apresentou um projecto de recomendação.
Os bloquistas pretendem que o processo de reorganização do parque escolar "seja programado ao longo do próximo ano lectivo, mediante consensualização entre o ministério da Educação e as comunidades educativas".
De acordo com a proposta do BE, nenhum agrupamento escolar deverá ultrapassar os 1.500 alunos e não se deverão concentrar no mesmo edifício mais do que dois ciclos de ensino. A partir dos 700 alunos o agrupamento de escolas ou a escola não agrupada deverão manter "a sua autonomia de gestão".
Os deputados do Bloco de Esquerda pretendem ainda impor uma distância máxima da escola à casa do aluno. A reorganização da rede escolar deverá levar em conta o tempo máximo de transporte entre a escola e a casa do aluno que tenha sido deslocada. O BE propõe como limite os 35 minutos de viagem.
Outra recomendação a nível dos critérios para o reordenamento da rede escolar feita pelos bloquistas "entre os "critérios de qualidade" que justifiquem o encerramento de escolas do primeiro ciclo a existência de taxas de insucesso escolar superiores à média nacional nos últimos três anos ou a carência ou degradação de infra-estruturas, como biblioteca ou pavilhão.
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXXIII
Direcção regional decidiu retirar os equipamentos de acesso à Internet nas escolas de Vouzela. Câmara está indignada com decisão.
A Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) cortou os equipamentos de acesso à Internet das escolas de Vouzela com menos de 21 alunos. Estes estabelecimentos deveriam encerrar já este ano, mas um acordo entre o Ministério da Saúde e a Associação Nacional de Municípios (ANMP) adiou a medida. A câmara fala em incompetência, o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) em retaliação, e a DREC remete-se ao silêncio.
Durante o dia de ontem, técnicos ao serviço da DREC "deslocaram-se às escolas do concelho que tinham o encerramento previsto para este ano lectivo e cortaram as ligações à Internet e levantaram todos os modems", disse ao DN o responsável de um dos agrupamentos de escolas.
A situação foi confirmada pelo presidente da câmara de Vouzela, que adiantou que o "desligamento se processou durante todo o dia e não foi precedido de comunicação ou acordo com a autarquia".
Ao final do dia, Telmo Antunes ainda se encontrava a fazer o ponto de situação, mas adiantou que "a grande maioria das escolas que tinham o encerramento previsto, umas 12, ficaram sem acesso à Internet e sem modem". O autarca classificou a situação como "um sinal da incompetência que grassa na DREC, que mostra uma descoordenação total entre o que acorda e o que efectivamente faz". Já o SPRC apontou a situação como "exemplo da pressa que a DREC tem em fechar escolas, o que só não aconteceu devido à intervenção da ANMP e à força das populações", disse Francisco Almeida, do sindicato.
O encerramento das escolas foi negociado com os municípios e o Ministério da Educação, tendo ficado decidido que só irá ocorrer após acordo com a autarquia. Em Vouzela, onde estava previsto encerrarem 12 escolas, o município não deu acordo para o fecho de qualquer estabelecimento de ensino, até porque dispõe de um contrato de autonomia educativa que só caduca no próximo ano. Mas já esta semana o SPRC lembrou que "o acordo é de valorar, mas a última palavra cabe sempre ao Ministério da Educação". Situação que levou Francisco Almeida a considerar o corte da Internet e a retirada dos equipamentos como "uma retaliação pelo não fecho das escolas".
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXXII
“É um disparate”
José Carlos Alexandrino revela que presidentes de câmara do distrito aceitaram decisão do Governo, com excepção de Oliveira, Coimbra, Mira e Tábua.
O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital criticou, na última reunião do executivo, a criação dos mega-agrupamentos propostos pelo Governo.
José Carlos Alexandrino, independente eleito nas listas do PS, considera mesmo que a decisão do Governo em juntar os agrupamentos escolares “é um disparate”.
O autarca, que já foi durante vários anos director de um agrupamento escolar, revelou que, numa reunião recente em Coimbra, com o secretário de Estado da Educação, onde estavam os autarcas do distrito, “todos aceitaram os mega-agrupamentos, tirando eu e os presidentes das câmaras de Coimbra, Mira e Tábua”.
“Acusei o Governo de não haver sustentabilidade para fazer isto de boca”, afirmou, acrescentando que o poder central não está a tratar esta questão “da forma correcta” ao pretender impor os mega-agrupamentos.
(...)
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXXI
A Confederação das Associações de Pais (Confap) quer impedir a criação de mega agrupamentos de escolas no início do próximo ano lectivo, admitindo recorrer a providências cautelares, uma vez que os directores dos estabelecimentos de ensino não foram ouvidos.
A reorganização do sistema educativo já foi aprovada pelo Ministério da Educação e irá juntar cerca de uma centena de escolas dos ensinos básico e secundário, o que representa 8% do total. A Direcção Regional de Educação de Lisboa, contactada pela TSF, limitou-se a lembrar que as comissões administrativas entram em funções já no início de Agosto.
O presidente da Confap, Albino Almeida, critica a rapidez com que a decisão foi tomada e denuncia ainda pressões para que a intenção do Governo seja posta em prática, anunciando que a confederação de pais vai reunir amanhã, sábado, para tomar uma posição formal.
Também o Conselho de Escolas está contra a medida e irá reunir-se com a ministra da Educação na próxima segunda-feira. O presidente, Álvaro Almeida Santos, lamenta que os directores das escolas não tenham sido ouvidos e considera que, caso a criação de mega agrupamentos vá para a frente, a reorganização do sistema educativo volta à estaca zero.
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXX
Directores afirmam que processo foi “apressado”
A Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP) reprova a forma “apressada” e “mal conduzida” como decorreu o processo de fusão de estabelecimentos de ensino. Uma posição que vai ser transmitida hoje ao Governo, durante uma reunião com o secretário de Estado da Educação, João da Mata.
"O processo decorreu de forma apressada e foi mal conduzido. Não foi ouvido o Conselho de Escolas, que deveria ter sido ouvido obrigatoriamente, nem as autarquias, os pais ou os conselhos gerais de escolas", afirmou Adalmiro Botelho da Fonseca, presidente da ANDAEO, à Lusa.
Segundo o responsável, este processo foi realizado com uma "velocidade impensável".
"Não se podem fundir escolas de um mês para o outro. Além disso, tem de haver alguma afinidade entre escolas a fundir. Cada uma tem a sua identidade e isso demora tempo a assimilar", acrescentou.
O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas, critica o facto de alguns directores terem sido avisados "pelo telefone sobre a fusão da sua escola com outra", afiançando que alguns máximos dos estabelecimentos de ensino "estão magoados pela forma como foram tratados".
Em relação aos estabelecimentos de ensino com poucos alunos, Botelho da Fonseca frisa que apenas concorda com o principio "de nenhum aluno ir para uma escola com piores condições do que a anterior". Um principio que ficou defendido no protocolo assinado pelo Executivo e a Associação Nacional de Municípios.
Também o Conselho de Escolas, órgão consultivo do Ministério da Educação, já declarou que vai defender, junto do Governo, a suspensão do processo de fusão de unidades de gestão, no âmbito da reorganização da rede escolar, defendendo que "por lei deveria ter sido previamente ouvido".
O Ministério da Educação anunciou, no início de Junho, a intenção de encerrar cerca de 500 escolas do 1.º Ciclo com menos de 21 alunos e de fundir unidades de gestão.
Abriu a Ciência Viva no Verão 2010
quarta-feira, julho 07, 2010
Como dissemos anteriormente, esta é a maneira de acabar com o Mega Agrupamento
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXVIII
Estive a passar os olhos pelos relatórios da avaliação externa levada a efeito pela IGE. Concentrei-me na área da DRELVT por ser, obviamente, a que melhor conheço.
Concentrei-me no concelho onde lecciono, onde vivi a maior parte da vida e onde fui aluno durante onze anos. Que é um dos dois que conheço um pouco mais de perto.
Este ano lectivo, entre 2 Secundárias e 6 agrupamentos com EB 2/3 no topo, a sorte saiu a uma das Secundárias e a quatro agrupamentos. Já estão online 4 dos 5 relatórios (o 5º é dos que me desperta maior curiosidade, por causa das habilidades que consta terem sido colocadas em prática para a visita).
E não é que eu fiquei agradavelmente surpreendido pelo sentido da avaliação? Mesmo se ainda os acho generosos em alguns parâmetros, em especial quando se dá uma classificação de suficiente a resultados que, na melhor das hipóteses, são medíocres?
Confesso que fiquei a admirar um pouco mais os inspectores que andaram por ali.
Só que esta avaliação parece que de pouco serve, quando se trata de funcionar como base para alguma coisa mais séria. Ou mesmo menos séria como é o caso dos mega-agrupamentos.
Eu exemplifico com o que se passa numa freguesia onde a secundária e os dois agrupamentos foram avaliados.
A avaliação dos cinco parâmetros foi a seguinte:
- ESec: Bom-Bom-Bom-Bom-Satizfaz
- 1º agrupamento – Satizfaz-Bom-Bom-Bom-Satizfaz
- 2º agrupamento – Satizfaz-Satizfaz-Bom-Satizfaz-Satizfaz
Pelo que se sabe, qual foi a solução de mega-agrupar? Foi a topográfica, mais até do que geográfica, agrupando a Secundária com o 1º agrupamento. O 2º agrupamento, com a avaliação claramente pior, incluindo ao nível da liderança, foi a que ganhou o prémio de ficar sem agrupar.
E é isto que me mete um bocado mais de confusão: mas então que raio de critérios são usados para isto? Não seria boa ideia que os suficientes beneficiassem da experiência dos bons?
E já agora, não seria tempo para algumas peneiras e certas boas práticas serem repensadas?
Nota: Fui espreitar a avaliação externa de 2008/09 e reparei que em relação a outro mega-agrupamento de que se fala na zona, em outra freguesia, se vai colocar um agrupamento com a avaliação de Bom-Bom-Muito Bom-Muito Bom-Bom na dependência de uma Secundária com 5 suficientes. Neste caso pode ser que a termodinâmica ou a mecânica dos fluidos funcionem.
in A Educação do meu Umbigo - post de Paulo Guinote
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXVII
Uma centena de mega-mega no próximo ano?
Aqui, os casos da Lousã e Penacova.
domingo, julho 04, 2010
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXVI
A 21 de Junho a Câmara Municipal de Trancoso (distrito da Guarda) aprovou, por unanimidade, uma deliberação (depois sufragada pela Assembleia Municipal) contra o encerramento de duas escolas de 1º ciclo, com 19 e 20 alunos, e a fusão dos dois agrupamentos do concelho com a escola secundária.
A Direcção-Regional de Educação do Centro comunicou “verbalmente” ao município que as escolas vão manter-se abertas; quanto à fusão - que merecia também a oposição dos directores, professores e pais - “nem uma palavra”. A Comissão Administrativa Provisória tomou posse “esta semana”, explicou ao JN o vice-presidente da autarquia, António Oliveira.
“Isto é um atropelo à ordem jurídica e fere os princípios de um Estado de Direito”, defendeu indignado ao JN. Para António Oliveira, “é inaceitável” o Governo “obrigar” as autarquias a “aprovar cartas educativas e a participar no processo de gestão das escolas”, na eleição dos conselhos gerais e dos directores e, de repente, anular o processo. Assim, “não vale a pena fazer planeamento”.
O autarca receia que a fusão possa fechar (devido à concentração de alunos) a EB2,3 de Vila Franca das Naves - “seremos intransigentes”, nem que tenhamos de rasgar protocolos de colaboração.
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXV
O presidente da Câmara Municipal de Valpaços, o social-democrata Francisco Tavares, também não concorda com a criação de um único agrupamento de escolas.
Já transmiti o meu desagrado?, assegura o autarca em declarações ao JN.
Francisco Tavares argumenta que a criação do agrupamento não teve em conta a “dimensão territorial do concelho”.
“O agrupamento de Carrazedo de Montenegro (vila valpacence) deveria ficar autónomo. Um só agrupamento, sou completamente contra”, defende, criticando também o facto de a Direcção Regional de Educação do Norte “não ter ouvido ninguém” antes da tomada da decisão da unificação de todas as escolas.
Aliás, o presidente da Câmara de Valpaços questiona também o porquê de o mega-agrupamento ter avançado já em Valpaços, quando, em concelhos vizinhos, como Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena, isso não aconteceu...
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXIV
Directores, sindicalistas e autarcas consideram que o processo de fusão de agrupamentos com secundárias está “ferido de legalidade”. Os docentes temem privatizações e desemprego. O Ministério garante que já não serão feitas mais propostas de agregação este ano.
“Não serão apresentadas mais propostas de agregação para o próximo ano lectivo”. O processo está, para já, “concluído” e o impacto “na rede é de aproximadamente 8%”, garantiu ontem ao JN o secretário de Estado da Educação. Docentes e autarcas acusam ME de impor a fusão sem ouvir parceiros, João da Mata alega que fez 18 reuniões (uma por distrito) e que as negociações são conduzidas pelas direcções regionais.
“É uma questão de dignidade. Estou à frente da minha escola desde 1986, como é que em dias faço um projecto educativo desde o pré-escolar?” - Adalmiro Botelho da Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), não esconde a “angústia” de diariamente “ser pressionado” por directores “que não sabem o que fazer”.
O problema não é o princípio - que determina a fusão mas a forma como o ME está a “impor” a medida: 1 de Agosto é o prazo indicado para a criação dos novos agrupamentos; há escolas que distam quilómetros da sede do agrupamento e a reorganização “está a ser desenhada centralmente” sem critérios além do limite de alunos (3000). Há petições e abaixo-assinados a circular entre as escolas; e múltiplas reuniões nos municípios para que os autarcas pressionem o ME. Todos acusam: as cartas educativas não estão a ser respeitadas.
“Não vemos, aqui, uma política consequente de educação. Talvez uma política avulsa, num Estado autoritário, amante do tecnicismo jurídico e do funcionalismo económico” - lê-se num comunicado emitido ontem pela ANDAEP. Anteontem, foi a vez de o Conselho de Escolas (CE) aprovar uma moção que defende a suspensão do processo por estar “ferido de legalidade”.
“O decreto regulamentar 32/2007 é muito claro: o conselho devia ter sido ouvido”, garante Álvaro Almeida dos Santos. O presidente do CE admite que os directores se sentem “defraudados”: as “direcções foram eleitas, durante este ano, e de um dia para outro” são destituídos.
Os conselheiros receiam que o Governo esteja a preparar a municipalização do ensino, a privatização de escolas e o desemprego de professores e funcionários. “É verdade”, “pode estar na calha”, alerta Mário Nogueira.
O processo, argumenta o secretário-geral da Fenprof, permitirá a transferência de alunos e professores dentro do agrupamento, de modo a concentrá-los no mesmo edifício; a “poupança” nos membros das direcções, que recebem suplemento remuneratório, “e nos coordenadores de departamento”, com redução de horário.
“Poderá haver EB2/3 com 100 professores e 600 alunos sem órgão de gestão, possivelmente com um coordenador de estabelecimento”, como nas escolas de 1º ciclo; assim como escolas do agrupamento sem representantes nos conselhos gerais ou pedagógicos.
Tanto o líder da Fenprof como o CE afirmam que as direcções-regionais deram indicações às escolas antes da publicação da resolução. Nogueira dá um exemplo: a Secundária de Seia “recebeu um ofício da DREC, datado de 4 de Junho, para se fundir com os quatro agrupamentos do concelho”.
No país já existem 130 agrupamentos com sede na secundária; a diferença, asseguram os docentes, é a “pressa” com que a medida está agora a ser imposta.
“Impunha-se um processo desenvolvido com mais tempo, mais transparência e que respeitasse pessoas e instituições. A poupança que esta medida representa, única justificação que se consegue adivinhar, deve ser comparada com todos os prejuízos administrativos e pedagógicos que irá provocar”, lê-se num comunicado da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).
A maioria dos directores destituídos integram as comissões administrativas provisórias, presidida pelo director da secundária. Os restantes, tal como os adjuntos perdem o mandato e o suplemento remuneratório - que oscila entre os 600 e os 750 euros. Fenprof e Fenei/Sindep garantem que apoiarão as acções judiciais interpostas contra a perda do mandato.
sábado, julho 03, 2010
Todas as fusões de Escolas (Mega Agrupamentos) são nulas e ilegais, diz o Conselho de Escolas
Uma tomada de posição do Conselho de Escolas. Para além da ilegalidade, há aqui uma questão de ilegitimidade, e de ofensa institucional que não pode deixar de ser referenciada.
Reunido extraordinariamente em 2 de Julho de 2010 para “Apreciação de projecto de portaria de reorganização da rede escolar”, considerando que:
1. A reorganização da rede escolar já está praticamente concluída na globalidade do País;
2. Que as DRE’s desenvolveram todo o processo ainda muito antes da publicação da Resolução do Conselho de Ministros n.º44/2010, de 14 de Junho;
3. Que todo o processo aconteceu sem que este Conselho fosse obrigatoriamente ouvido, como o determina o ponto 3 do art.º 2º, do Decreto Regulamentar n.º32/2007, de 29 de Março;
4. Os Directores dos Agrupamentos/Escolas não Agrupadas nunca foram considerados parceiros no processo, mas apenas as DRE’s e as Autarquias;
5. Os Conselhos Gerais, tão acarinhados nos documentos oficiais, foram igualmente ignorados no processo,
O Conselho das Escolas manifesta perplexidade pela forma como todo o processo tem decorrido, nomeadamente não ter sido apresentado o referido projecto de Portaria, e considera extemporânea, por inútil, a emissão de qualquer parecer. Pelo que todo o processo deverá ser suspenso porque ferido de ilegalidade.
Decide ainda o Conselho dar imediato conhecimento desta moção à tutela e à comunicação social.
Caparide, 2 de Julho de 2010
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXIII
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXII
sexta-feira, julho 02, 2010
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XXI
A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) defendeu na semana passada que a criação de “mega agrupamentos” de escolas pelo Ministério da Educação representa a “negação completa do que é o trabalho pedagógico” num estabelecimento de ensino.
“Os mega agrupamentos são um absurdo completo”, declarou o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, frisando que a decisão do Governo de encerrar escolas com menos de 21 alunos faz parte de uma estratégia para “poupar dinheiro à custa do que for”.
A medida, no seu entender, vai criar “situações perfeitamente absurdas que, no plano pedagógico, serão sérios constrangimentos à boa organização e funcionamento dos futuros agrupamentos de enorme dimensão”. Por exemplo, indicou, “a existência de departamentos que reunirão mais de uma centena de professores, tornando impraticáveis as suas reuniões, o mesmo acontecendo com as reuniões de muitos conselhos de docentes que serão pouco mais do que plenários de professores; também o facto de escolas com muitas centenas de alunos e um corpo docente de número elevado ficarem sem órgão de gestão; ou a “co-habitação” de alunos de grupos etários muito diversos e distantes”.
O sindicalista deu o exemplo de um concelho no Norte do país onde a fusão dos quatro agrupamentos reunirá uma população escolar de quase três mil alunos e 410 professores.
“Isto é a negação completa do que é o trabalho pedagógico numa escola. Não há órgãos nem estruturas que resistam a uma coisa destas. Há uma relação entre pessoas que passa a ser completamente impessoal, em que ninguém conhece ninguém, com sacrifícios sempre para os mesmos, os alunos e a qualidade do ensino”, sublinhou.
Segundo Mário Nogueira, em certos casos, esses “mega agrupamentos” serão formados por escolas que distam entre si “mais de 30 quilómetros” e juntando crianças dos 10 aos 18 anos, que, por vezes, terão de “sair de casa às seis da manhã e regressar às 19 horas”. “E depois diz o Governo que isto é em nome da igualdade de oportunidades. Deveriam ser os filhos dos governantes a estar nestas escolas para perceberem os sacrifícios que estão a exigir aos outros”, observou.
A anarquia no Ministério da Educação e a fusão de Agrupamentos de Escolas nas notícias - XX
Os deputados do PSD defendem a consulta aos Conselhos Gerais como condição prévia para a agregação de agrupamentos de escolas e nomeação das Comissões Administrativas Provisórias dos Agrupamentos de Escolas.
No documento entregue, sexta-feira, no Parlamento, os deputados do PSD na Comissão de Educação e Ciência consideram que a Resolução do Conselho de Ministros que definiu os critérios de reordenamento da rede escolar foi “decretada unilateralmente e sem qualquer processo de consulta prévia”, estando a “provocar enorme preocupação e instabilidade das comunidades educativas em todo o país, faz tábua rasa das cartas escolares dos municípios (homologadas pelo próprio ME) e ignora os órgãos de direcção, administração e gestão dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, constituídos nos termos do Decreto-Lei n.º75/2008, de 22 de Abril”.
Os sociais-democratas afirmam ainda que “em momento algum o Ministério da Educação apresentou qualquer estudo ou evidência de suporte às políticas anunciadas, designadamente a integração vertical de Agrupamentos Escolares até ao 12.º ano”.
Os deputados do PSD querem fazer aprovar uma Resolução que disponha que “qualquer iniciativa de associação entre escolas ou agrupamentos de escolas deve fundamentar-se numa prévia consulta aos respectivos Conselhos Gerais” e que as “Comissões Administrativas Provisórias dos Agrupamentos de Escolas sejam nomeadas após consulta vinculativa aos Conselhos Gerais das Escolas ou Agrupamentos de Escolas objecto de extinção ou fusão”.
Por outro lado, os sociais-democratas querem que o Governo tome medidas no sentido da promoção da “partilha, entre os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, de serviços técnicos e técnico-pedagógicos” e que reforce a “função de acompanhamento e avaliação do desempenho dos órgãos de direcção, administração e gestão dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas”





